TOP 5: Quinto dia SPFW Nº44


Oii pessoas, tudo bem?
Para terminar a série de posts do SPFW Nº44, vou mostrar meus cinco looks preferidos de cada desfile do quinto e último dia do evento. Confiram:

Jahnkoy (31/08)

Um dos looks trazia como estampa “1,99” em referência aos baixíssimos preços praticados pelas redes de fast fashion, sistema que Jahnkoy critica. Em outra peça lemos “don´t bring your shit to Africa”, uma mensagem para as grandes empresas que despejam seus restos no continente africano. O resultado final é uma série de looks fortes e uma apresentação impactante que vai muito além da roupa. Suas coleções são absolutamente contemporâneas e originais, uma mistura de África, artesanal, sportswear associados ao lifestyle da Rússia de tradição e cultura.

Samuel Cirnansck (31/08)

Samuel Cirnansck levou para passarela sua marca SCK com uma coleção que mistura jeanswear e moda festa. Seus vestidos bordados se mesclam com streetwear, importando técnicas de suas peças sob medida para uma moda casual e urbana – para homens e mulheres – com uma rica evolução de sua última apresentação.
Jeans puídos carregam bordados elaborados, assim como vestidos e calças em moletom, que ganharam riqueza na construção das peças, com ornamentos românticos e trabalho artesanal. A mistura do casual com a alta costura define uma estética interessante para o estilista e reflete os desejos de consumo de hoje, onde o consumidor demanda personalidade e algo a mais. 

Coven (31/08)

Na apresentação, roupas que fazem sentido na passarela e também na vida real. Um equilíbrio importante e delicado para a moda de hoje. Camisões – que se transformam em vestidos quando fechados – funcionam para mulheres de diferentes corpos e idades. Peças inteligentes conectadas com uma rusticidade repensada. A inspiração na África não foi óbvia. Ela surgiu nas cores primárias e no styling esperto de Pedro Sales, com amarrações que parecem despretensiosamente não pensadas.
O listrado e o xadrez dialogam e formam novas estampas. A fluidez do linho ganha um caimento suave com franjas de ráfia sintética e superfícies  de pedras naturais, tingidas nas cores da coleção. A força da marca está no tricô: ele representa 90% da coleção. Porém, materiais interessantes, como algodão laqueado com pesponto, mostram uma preocupação da Coven em trazer algo a mais para a passarela. (JORGE GRIMBERG)

Helo Rocha (31/08)

A coleção de Helo Rocha foi inspirada em roupas de dormir e moda íntima, com uma atmosfera de “sonhos tropicais”. Modelagens e shapes inspirados em lingeries vitorianas foram bordados com plantas tropicais, feitos por bordadeiras de Timbaúba dos Batista, no interior do Rio Grande do Norte. “Os bordados são feitos como um raio x ao molde de flores e folhas de verdade, como costela de Adão e orquídea”, explicou a estilista.
A cartela de cores em tons cosméticos é suave e sofisticada. A coleção é muito feminina, mas brinca com gênero quando mistura bustier com camiseta, transparências e calças de cetim. Uma delicada combinação de clássicos vitorianos com o sertão. (JORGE GRIMBERG)

Juliana Jabour (31/08)

Juliana Jabour apresentou uma coleção com tema náutico. Nas entrelinhas, o desfile vibrou com uma nostalgia dos EUA do início do século em cores, estampas e formas. Existe uma conversa entre a rua e o romantismo. Calças amplas de cintura baixa com moletons cropped de capuz interagem com babados e transparências em georgette e tule. Entre as peças mais interessantes, os maxi-moletons, sandálias de plataforma reta com sola trator e com aplicação de metais, jeans com estrelas e as calças estilo rave. (JORGE GRIMBERG)

Apartamento 03 (31/08)

Luiz usa jeans em uma coleção pela primeira vez e mantém seu namoro com o guarda-roupa masculino, tudo a ver com ele e com Lota, mulher forte que gostava de roupas masculinas. A parte das construções geométricas do início do desfile vêm da arquitetura e os amarelos são uma referência à sua casa em Petrópolis, projetada por Sergio Bernardes, a primeira a usar estrutura metálica no Brasil.Luiz Claudio contou a história de uma mulher forte com a leveza e emoção (a trilha tão delicada), evoluindo cada vez mais seu estilo que leva às mulheres o charme da moda masculina, o cuidado e os detalhes do trabalho artesanal e uma elegância atemporal. (CY)

Reserva (31/08)

Com estilo de Igor de Barros e styling de David Pollack, a marca fez uma brincadeira com Wally, inesquecível protagonista de Onde Está Wally. O desafio era como construir essa imagem de maneira que trouxesse também alguma novidade. A equipe pesquisou o universo dos mochileiros e viajantes, mas por um outro viés: quando sobra apenas uma peça limpa pra usar, ou nenhuma e você tem que pedir uma emprestada, a roupa amassada no fundo da mochila. “É uma roupa que é real, mas não tão acertada, tem uma outra maneira de usar”, diz Igor.

Ratier (31/08)

Nesta temporada, Renato pegou uma ideia e soube aproveita-la ao máximo, usando formas geométricas que remetem a paisagens desconstruídas com elementos do piche e das ruas. Seus traços e pinceladas mais rústicos casaram bem com a coleção de peças oversized, de vestidos fluídos, ótimos moletons, jaquetas e coletes, quase tudo em preto e branco, usando um ou outro ponto de vermelho ou cinza e mantendo assim a identidade minimal da Ratier. Apesar de ter sido desfilada por meninos e meninas, muitas das peças têm uma atmosfera unissex, com roupas que são interessantes e usáveis por si só, independente de gênero.

Então é isso! O que acharam da última edição do SPFW?
Confira também o dia 1, dia 2, dia 3 e dia 4.
Beijos e até a próxima! ♥

Vem me acompanhar nas outras redes sociais?! ♥

Instagram | Fanpage | Youtube | Twitter | Pinterest | Google+
Snapchat: maripoli2 | E-mail: contatopoli2@gmail.com


Sobre Mariana Poli

Tenho 20 anos, sou estudante de publicidade, maquiadora profissional pelo Senac, amo fotografia, papelaria, scrapbook e coisas fofas. Decidi criar o blog por paixão e espero que o meu cantinho inspire muita gente. ♥

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*