TOP 5: Primeiro e segundo dias SPFW Nº44

Olá pessoas, tudo bem?
Tá, sei que estou um pouco atrasadinha, já que o primeiro dia do SPFW Nº44 foi dia 28 de agosto. Mas ainda dá tempo de mostrar para vocês meus 5 looks preferidos de cada desfile, não dá? (Espero que sim hahaha)
Bom, em vez de mostrar toooodo o desfile igual eu fazia antes, decidi mostrar apenas os cinco que mais gostei. Confiram e deixem sua opinião nos comentários! ♥

Iódice (27/08)

Iodice | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Zé Takahashi | FOTOSITE

A Iódice comemora 30 anos de vida abrindo o SPFWN44. Na arara, chamava atenção, de cara, a cartela de cor composta por tons fortes misturados. Valdemar conta que olhou para a história da Iódice para construir essa coleção, em especial para uma inspiração que teve lá atrás: a artista ucraniana-francesa Sonia Delaunay, conhecida por suas pinturas de formas geométricas em cores fortes. “Ela serviu de inspiração para a cartela de tons e também para as estampas”, conta.
A coleção, chamada Tropical Art, reune referências orgânicas e gráficas que são aplicadas nos vestidos e jaquetas com shape fluído, mas próximas ao corpo.  A “mulher Iódice” também foi celebrada. “Bebi dessa mulher, que é sensual e feminina”. Para ela, Valdemar oferece uma série de vestidos com franjas, listras, florais, formas gráficas e, claro, brilho. “Numa comemoração desta, brilho não pode faltar!”.
Quanto mais misturas aparecem, mais especial o look se torna. Os últimos vestidos servem como exemplo: eles carregam renda, seda, estampas florais, poás, formas gráficas, listras, franjas e zíper, mas são tão leves quando um pedaço de seda liso. E esse é o segredo por trás do desfile: harmonia. (CAMILA YAHN)

 

Uma Raquel Davidowicz (28/08)

UMA | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Zé Takahashi / FOTOSITE

A marca evolui seu trabalho com o beachwear, propondo peças como maiôs e biquínis mais fechados, que podem ajudar a mulher a se vestir se usados por baixo de transparências. E a Uma mostrou uma silhueta leve e fluída com uma pegada esportiva, com boas opções de vestidos, jaquetas, calças e tricôs para o verão ou qualquer meia estação. O preto e branco formam a cartela de cores que caiu bem na atmosfera clean da Japan House, onde aconteceu o desfile. O damasco apareceu no meio da apresentação como um ponto de cor. (CAMILA YAHN)

Paula Raia (28/08)

Paula Raia | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: / FOTOSITE

Osklen (28/08)

Osklen | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Os primeiros looks que abrem o desfile são limpos e calmos, como uma tela em canvas crua. Aos poucos, vão surgindo os esboços da artista Tarsila do Amaral em lápis ou nanquim preto. No meio do caminho, uma série de vermelhos inspirada no autorretrato Manteau Rouge quebra a calmaria momentaneamente. A parceria encerra com peças totalmente estampadas por obras de Tarsila, como Abaporu e Brasileiros.
A risca de giz, que é um dos destaques da coleção, foi inspirada em Oswald de Andrade, amigo de Tarsila. “Essa alfaiataria dos anos 20 serviu tanto para o masculino quanto para o feminino”. Bom resultado, ainda que um dos desfiles mais comerciais da Osklen nos últimos anos. Mas se há algo que eles sabem fazer, são boas roupas para o verão, com aquela liga de design e nonchalance que faz a gente querer morar numa roupa da Osklen. (CAMILA YAHN)

Vix Paula Hermanny (28/08)

Vix | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

O primeiro desfile da estilista Paula Hermanny apresentou uma coleção madura em qualidade e contexto. 
O tema do desfile é Trópicos e o assunto se desdobrou como inspiração para as estampas e cartelas de cores. “Trópicos remetem às cores e estampas vibrantes que escolhi para a coleção de verão”. Na concepção das peças foram usados tecidos que simulam texturas de chamoix e linho, formando estruturas de roupas em biquínis. “Os tecidos deixam as peças mais armadas”. Um dos destaques foi a variedade de calças amplas, com cós alto, amarrações e torções, em tons como lilás e rosa ballet. Camisas de seda com algodão – que facilmente se adaptam a um cenário urbano –  foram apresentadas como saídas de praia. Nas peças listradas, tecidos sobrepostos formavam a combinação de tons através de uma técnica chamada “piecing”, em um jogo de texturas que propõe um efeito de profundidade.
Detalhes de cordas com nós e metais estão por todas as coleções. As sandálias vêm com uma tornozeleira com pedras douradas. Os brincos de cerâmica, usados somente em uma orelha, têm formato de conchas e corais. Já os colares são de conchas naturais. O desfile apresentou um verão cool e despretensioso para mulheres que prezam peças com acabamento elaborado e conforto. (JORGE GRIMBERG)

Fabiana Milazzo (28/08)

Fabiana Milazzo | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE
A coleção da estilista Fabiana Milazzo foi inspirada no universo dos sonhos. As estampas, com bordados que simulam o traço manual, contam histórias surreais e fantasiosas. “Tem borboleta no fundo do mar e peixe nadando em árvores. É como acontece mesmo no nosso subconsciente, não precisa fazer sentido”, explicou a estilista. A coleção, inteiramente de moda festa, apresentou formas assimétricas, volumes e proporções fora do lugar comum. Estruturas leves, em tons suaves, como azul celeste e amarelo canário, devem agradar em cheio as clientes da estilista.
Materiais transformados, como um tule plissado, rendas sobrepostas ou uma manga de vestido transparente com pregas que provocam volumes foram usados para dar um clima lúdico à coleção. Reconhecida pelos seus bordados elaborados, típicos da moda de Uberlândia, a inovação da estilista esteve na leveza das peças. Materiais foram desenvolvidos em estruturas ultraleves, substituindo os tradicionais e pesados elementos do bordado mineiro. Plumas de fio de seda foram aplicadas nas barras dos vestidos, criando movimento e personalidade etérea. Mules pretas e nudes em pelica e sandálias baixas, em ouro antigo, foram criados em parceria com a Masqué.  Brincos com plumas e gaiolas com pedras brasileiras seguiram a nova regra da estilista: leveza no universo do sonho. (JORGE GRIMBERG)

João Pimenta (28/08)

Joao Pimenta | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

A dualidade entre o bem e o mal foi o ponto de partida para a coleção de João Pimenta. Um desfile todo elaborado em três cores: o branco representa o céu, o vermelho simboliza o inferno e o cinza, o espaço transitório entre ambos. A mensagem por trás do desfile é que ninguém é bom ou mal o tempo inteiro. Temos nossos momentos e essa vulnerabilidade masculina veio representada com um sex appeal novo para o estilista, que usou de truques do styling para explorar esse lado. Saem os ternos tradicionais, entram peças com recortes, amarrações e bordados. Telas bidimensionais, linho, texturas em jacquard, saias de diferentes comprimentos, rendas e amarrações leves e fluídas formaram uma coleção interessante, porém não linear. Os ternos foram usados sem camisa por baixo e as calças, com formas amplas, prevaleceram na alfaiataria bem trabalhada.  Em uma das coleções mais relevantes de sua carreira, Pimenta se aproxima cada vez mais do homem urbano e contemporâneo, com uma linguagem fresca e peças que são fantasiosas porém, ao mesmo tempo, geram desejo. (JORGE GRIMBERG)

Lilly Sarti (28/08)

Lilly Sarti | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Com uma boa cartela de cores (crus, vermelhos, mostarda), Lilly oferece uma diversidade de peças para que sua consumidora possa ir de um domingo tranquilo ao trabalho a uma festa, com leveza e bom gosto em tecidos nobres como couro de cabra, jacquard, crepe e seda.
Ponto pras mules acertadas, sapato que há algumas estações vêm ganhando cada vez mais espaço e para o método de produção da marca, que usa mão de obra local e matéria prima nacional (85% do total dos materiais usados). O amor à moda a gente não mostra só pela roupa, mas na tomada de decisões que podem ajudar a mudar ou a melhorar certos hábitos. (CAMILA YAHN)

Triya (28/08)

Triya | SPFW N44 | Verão / 2018 | Foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

A estilista Isabela Frugiuele explora o Brasil pelo olhar dos colonizadores portugueses, com tramas, cores e estampas inspiradas na exuberância da natureza do país. Vendo o Brasil com o olhar de fora, nossa fauna e flora tropical inspiram formas e estampas. Peças da vestimenta íntima usada na Europa, como corselet e espartilho, foram reconstruídos com armações e lycra para a moda praia esperta e jovem da Triya.
Entram construções artesanais como trecê, tramas de palha e macrame para construir as novas silhuetas da marca, que incluem biquinis com estrutura de ‘fraldas’ típicas de Portugal de 1500, com elementos da nudez total encontrada aqui.
Parcerias interessantes permearam a coleção, que teve sapatos da Schutz e biquinis em jeans reciclado em parceria com a Damn Project. Um dos aspectos mais singulares da coleção é que não há apenas uma cartela de cores ou um trabalho único de tecidos. Entram estilos contemporâneos, como um maiô de rede em tons de nude e detalhes em neon, um biquini metalizado e até uma camiseta com estampa de fontes góticas. Essa construção de coleção é atual e reflete o momento da moda. Parte de uma inspiração mas também incorpora os desejos dos consumidores com pluralidade. (JORGE GRIMBERG)

Então é isso, espero que tenham gostado! ♥
Beijos e até o próximo post!

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